1º vídeo da dupla, desde já agradecemos a todos pela atenção, abraços.
Variedade musical
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Será um festival inesquecível.
FESTIAÇO - MUITA GENTE BOA NO MESMO EVENTO
Há tempos insisto que João Monlevade passa por excelente momento, com uma cena de compositores e intérpretes como há muito não se vê. Pois vários artistas Monlevadenses do primeiro quilate já confirmaram presença no Festiaço como João Roberto, Ronivaldo, Isabela Lelis, Bandas Infocus e Desarme, João e André Freitas, Daniel Bahia, Carolina Albuquerque, Natália Grigório, Helvio Castro e banda e MC Xocolate. Com o nível desse pessoal, a qualidade do Festiaço já está garantida. Mas esperamos ainda por Rômulo Rás, Fabrício e Elcimar, Maycon e Douglas, Banda Agá, Ricardo Monlevade, Claudiney Godoy, Nícollas, Daniela e Emerso, Marcos Câmara, Luis Cássio, Vitor Merlo, Rogério e a Banda dirock, Rogério Castro, Kenny e Kerlon, Vem Sambá, Cilla Cordeli, Geraldo de Noite, Afilhados do Sereno, Livia Bicalho, Mark Jr, Lakinho, Lazinho, Serginho Boladão e a galera do funk, JB e a galera do HipHop, além dos novos artistas que certamente emergirão e outros que posso ter esquecido. E tem o pessoal das cidades vizinhas também, a minha Alvinópolis, São Gonçalo, São Domingos do Prata, Santa Bárbara, Bela Vista de Minas, Nova Era, etc.
domingo, 3 de julho de 2011
Obrigado Marcos Martino.
A DUPLA URBANA - JOÃO ROBERTO E RONIVALDO
Enquanto pelo Brasil afora, a cada segundo é criada uma dupla sertaneja, em Monlevade temos uma Dupla Urbana. É sério! Os shows dessa dupla são uma verdadeira aula de MPB. Eles são que nem Tom e Jerry, Batman e Robin, Tonico e Tinoco. A química é perfeita. Parece que os dois ensaiam todos os dias. Essa era a minha impressão até conversar com o João Roberto. Ele me confessou que combinavam as músicas uns dias antes dos shows, onde muitas vezes tocavam as músicas pelas primeira vez, mas que sempre dá tudo certinho. Os caras são realmente muito bons.Tenho a honra de ter uma das minhas músicas interpretada por eles, que é DO OUTRO LADO DO ESPELHO( o pessoal de João Monlevade ouviu bastante com o cantor Mauro Martins. Quem quiser ouvir com interpretações diferentes e até baixar, só entrar no www.palcomp3.com.br/dooutroladodoespelho. Essa música poderá estar no trabalho que a Dupla Urbana deve lançar em breve (venda via internet e outras mídias).
Música mineira
| OS SONS QUE VEM DE MINAS::. |
Os estudos sobre a história da música apontam que os chineses e ou hindus foram os primeiros povos que a viu surgindo por volta de 2000 anos a.C. Acredita-se, ainda que foram os egípcios que a popularizou no meio rural à beira do rio Nilo em rituais de oferendas aos deuses. Os gregos (Ah! sempre eles!) narram através da mitologia que Apolo tornou-se o deus da música porque teria vencido Pã em um torneio musical e levava a vida a tocar sua lira, conduzindo a musas! Daí, a origem da palavra música: do grego, mousikós - "musical", "relativo às musas". De lá até os tempos atuais, a música veio trazendo o amálgama da humanidade e enraizou-se neste país transmutando-se mais e mais. E assim, o homem foi construindo a história da humanidade e a música foi passando junto com as civilizações até que, às vésperas dos grandes descobrimentos,ela já havia se tornado uma manifestação cultural urbana. Nessa época, a música além de ter funções ritualísticas e religiosas,era utilizada pelos trovadores como forma de levar e trazer notícias, no lazer através das danças, folguedos e peças teatrais e ainda enquanto se executava funções como lavar roupa, ninar, capinar, remar, etc. E foi assim que ela veio dar aqui no Brasil para se juntar ao som produzido pelos nativos. O primeiro registro histórico encontra-se expresso na carta de Pero Vaz de Caminha: “Diogo Dias, que é homem gracioso e de prazer, levou consigo um gaiteiro nosso com sua gaita. E meteu-se com eles (os indígenas) a dançar, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam, e riam, e andavam com ele muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem, fez-lhes ali, andando no chão, muitas voltas ligeiras e salto real, de que eles se espantavam e riam e folgavam muito.” O surgimento da música brasileira, a partir de então, deu-se com a contribuição dos indígenas, dos colonizadores e dos negros, sendo este último o que mais forte caráter imprimiu na formação do perfil cultural brasileiro. O processo de colonização viria prender a música brasileira à matriz européia durante muito tempo até que as novas expressões populares nascidas da miscelânea étnica faria com que a música brasileira se tornasse uma das mais expressivas da América. A partir daí, mais do que uma simples manifestação artística dentre tantas outras, a música popular brasileira veio forjando de maneira acelerada a cultura e o pensamento nacional. Se no último século ela desabrochou, espalhando sementes no imaginário da gente brasileira, em Minas estes elementos foram-se fundido em sementes, misturando-se ritmos e harmonias, dando origem a uma música sui generis: a música de Minas, a desabrochar-se em flor petalada de multicores, fluindo em muitas ramagens pelos vales, campos, montanhas, veredas e espaços, a reluzir estrelas de várias pontas. De onde vem essa infinidades de tendências da música de Minas? Decerto, essa reunião de tendências surgiu com o batuque vindo da África, célula-mãe da manifestação musical popular mais importante do país e dele surgiram ramos, afluentes, tendências que se espalharam por todo o território. Em Minas, o ambiente urbano da mineração juntou-se com os ritmos rurais vindo da Bahia, adicionadas às influências européias, forjando a base do surgimento do samba na Bahia e Rio de Janeiro. No fim do século XVIII e começo do século XIX, floresceu nas cidades mineiras uma geração de compositores que criaram uma música contemporânea da arte do Aleijadinho e da poesia dos inconfidentes. A música Barroca de Minas. Os olhares desconfiados, os “causos” retratando o singelo das coisas corriqueiras, as lendas, o folclore e os sons das serenatas do interior de Minas, o som dos carros de bois pelas estradas empoeiradas de terra vermelha, as vielas, o dedo de prosa pelas janelas das vizinhanças, a cantiga das Folias de Reis e de Nossa Senhora do Rosário e os diferentes sotaques do mundo, moldaram uma música única. Música esta que se reuniu com outras tendências, outros ritmos vindo do jazz, dos Beatles, sintetizando-se com outros elementos da música popular brasileira resultando na música sem rótulos do Clube da Esquina, que por sua vez influenciou novas gerações que ampliaram vertentes vanguardistas que vão do som percussivo do Uakti ao pop-rock do Skank e Jota Quest , passando pela música de raiz e expressões dialéticas do Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas e da Gerais “preta e barranqueira” emoldurada pelas carrancas que singraram o Velho Chico e pelo sul-mineiro impregnado com o sotaque paulista. "A música de Minas evoca todos as formas de sentimentos da alma. Os sons que vem de Minas são melhores para contar a sua própria história. Alguém já disse que o tempo passa mais devagar em Minas." Bibliografia: -Barsa – Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda., edição de 1999; -Revista MPB - Compositores, Milton Nascimento - nº 19 - 1997 - Editora Globo S.A. -Revista História do Samba, capítulo 1 - 1997 - Editora Globo S.A. -Memórias Sertanejas, Renê Faria Filho - Recanto Musical - http://www.recantomusical.com.br |
Para bons compositores.
Concurso de música para Cristo Redentor dá prêmio de R$ 10 mil
Redação CORREIO
Uma música-tema será escolhida para a comemoração dos 80 anos do Cristo Redentor, cartão-postal do Rio de Janeiro e do Brasil, que faz aniversário em 12 de outubro. Para isso, um concurso com prazo de inscrições até 5 de agosto vai premiar quem apresentar a melhor música para a data.
Serão apresentadas como semifinalistas, em festival antes da celebração, 20 das canções inscritas. O compositor vencedor receberá R$ 10 mil. O segundo e terceiro colocados receberão, respectivamente, R$ 3 mil e R$ 2 mil. A iniciativa é da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro para celebrar o monumento. Inscrições: www.cristo80anos. com/concurso_musica.html.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Sem saúde, nada feito
A Síndrome de "Burnout" em Professores
A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresses nesses professores:
- Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
- Atitude e comportamento dos administradores;
- Avaliação dos administradores e supervisores;
- Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
- Carga de trabalho excessiva;
- Oportunidades de carreira pouco interessantes;
- Baixo status da profissão de professor;
- Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
- Alunos barulhentos;
- Lidar com os pais.
Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:
- Sentimento de exaustão;
- Sentimento de frustração;
- Sentimento de incapacidade;
- Carregar o estresse para casa;
- Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
- Irritabilidade.
As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o estresse são:
- Realizar atividades de relaxamento;
- Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
- Manter uma dieta equilibrada ou balanceada e fazer exercícios;
- Discutir os problemas com colegas de profissão;
- Tirar o dia de folga;
- Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.
Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o estresse, as estratégias mais mencionadas foram:
- Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
- Prover os professores com cursos e workshops;
- Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
- Dar mais assistência;
- Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
- Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.
Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito apego ou esmero.
domingo, 19 de junho de 2011
Educação em Cingapura
Ensinar é para os melhores
Poucas escolas de formação de professores têm a reputação do Instituto Nacional de Educação, em Cingapura – sob o comando de Lee Sing Kong, 57 anos. À faculdade credita-se muito do rápido avanço da educação no país, que partiu de um patamar semelhante ao africano, em 1960, para figurar hoje entre os melhores do mundo em sala de aula. A seguir, os principais trechos da entrevista que Lee Kong concedeu à repórter Camila Pereira.
LÁ, PROFESSOR TEM STATUS Só admitimos na escola de formação de professores aqueles estudantes que, no ensino médio, aparecem entre os 30% melhores da turma. A ideia é que os mais talentosos do país sirvam à educação. Não adianta baixar uma regra dessas, no entanto, sem criar incentivos bem concretos para que tais jovens se interessem pela carreira. Um deles é o bom salário inicial, semelhante ao de um engenheiro no mesmo estágio. O outro é o prestígio da profissão em Cingapura. No dia dos professores, o presidente faz questão de receber aqueles que deram contribuições especiais às suas escolas. Os melhores ganham prêmios em dinheiro e são adorados pela população. Tudo isso explica a altíssima procura pela carreira. Em meu instituto, a relação é de seis candidatos para cada vaga – e todos são bons.
A CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO Ensinamos apenas técnicas pedagógicas cuja eficácia já foi comprovada cientificamente. Temos dois laboratórios para fazer esse tipo de pesquisa. Num deles, o foco é desenvolver novas metodologias de ensino. No outro, testamos essas ideias na prática. São estudos longos e sistemáticos, que envolvem diferentes grupos de alunos. Ao final do processo, é possível identificar o que dá certo para transmitir cada conhecimento. Munidos dessas pesquisas, passamos a orientar os aspirantes a professor a fazer uso de recursos tecnológicos de modo produtivo. Por exemplo: nossos professores criam situações em que os alunos têm de pesquisar juntos, em rede, na internet. Para despertar a atenção dos estudantes hoje, é crucial entender que eles já nasceram num mundo conectado e pensam de maneira menos linear. São capazes de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo e gostam mais de interagir do que de assistir passivamente a uma aula. Por isso, exercícios práticos e atividades em laboratório tornaram-se um dos esteios da nossa educação.
COMO UMA RESIDÊNCIA MÉDICA Em nosso currículo, cerca de 30% do cronograma do curso se cumpre dentro das escolas. Os alunos passam por uma espécie de residência médica, em que efetivamente dão aulas, supervisionados por docentes mais experientes. É básico para qualquer um que queira aprender a ensinar, embora ainda não seja assim em muitos lugares. Felizmente, na maioria dos países da OCDE, que engloba os trinta países mais industrializados do planeta, já existe essa compreensão de que a formação do professor deve incluir uma intensa experiência prática. Do contrário, será incompleta.
UMA NAÇÃO QUE FORMA CIENTISTAS Despertar o interesse dos alunos por química, física e matemática é visto como função prioritária dos professores em Cingapura, como é na Ásia de modo geral. Ainda no ensino fundamental, os estudantes são incentivados a fazer pesquisas e os que se destacam já começam a trabalhar com pesquisadores renomados dentro das universidades. Há também muitas feiras de ciências ao longo do ano e as populares olimpíadas internacionais. Grandes cientistas costumam se tornar ídolos nacionais. Os prêmios Nobel são recebidos como celebridades em Cingapura. Nessas ocasiões, garantimos que alunos e professores das escolas – e não apenas os universitários – assistam às palestras e os conheçam pessoalmente.
ESCOLAS DIRIGIDAS COMO EMPRESAS Em Cingapura, boas ideias do setor privado são aplicadas na educação. Há uma década, as escolas públicas do país definem sua Visão, Missão e Valores – a tríade básica em qualquer empresa. Elas também determinam metas a ser alcançadas e são cobradas pelo governo. Ainda existe uma política de bonificação pelo desempenho. Um professor que obtém bons resultados em sala de aula chega a receber dois salários a mais por ano. Não temos professores ruins. Quem não apresenta bons resultados é demitido.
POR QUE NÃO COPIAR? Se não bastasse o fato de que custa caro produzir tanta pesquisa como nós fazemos, ainda existe, em certos lugares, resistência à ideia de que a escolha de métodos pedagógicos deve se basear em evidências científicas. Mas estou certo de que mesmo os países com menos recursos podem ir nessa direção. Basta olhar para o que dá certo e, por que não, copiar. Claro que é preciso tomar cuidado ao adaptar métodos didáticos a realidades culturais diferentes, mas essa solução não deve ser desprezada por países que não têm muito para investir.
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